“
Sentado aqui em cima
Eu vejo tudo lá embaixo
Tudo muito pequeno
Eu, na beira do penhasco
A olhar o céu
De bermuda e chinelo
No belo cenário
Na grama deitado
Presentes somente:
O silêncio, a lua e eu
E hoje é noite daquelas
Que a lua está bem perto
Inspirando as mais belas idéias
De certo está me perguntando:
Qual o nome dela?
Quem está te tirando o sono?
As estrelas são lindas
Já sumiram faz tempo
Mas persistem em enfeitar o céu
Um belo exemplo
De poesia
O sorriso se converte
Em lágrimas de saudade
Enquanto o astro celeste
Invade com brilho a alma
Do que pede já cansado
Eu, deitado
Absorvendo essa paisagem
E à luz das estrelas que vorazes
Consumem o interior de mim
E o enche com levezas
Deixa-me leve
Levado pelo momento
Aqui deitado
Decobri mais o universo
Que atado pelos laços
Da minha sozinha tentativa
De eternizar o tempo
Fabrício Henrique - “Estrelas na janela”
“ Acordo de manhã pensando em você
Esfrego os olhos querendo que a timidez
Saia junto com a areia do sono
Enquanto me preparo pro dever diário
Me deparo com um tipo raro
De esperança surgindo lá no fundo
Começo a achar que hoje é diferente
Que a gente pode se encontrar
Daí seguir em frente junto
Crio na minha mente o discurso
Que diria se te visse e tivesse
A coragem necessária pra dizer tudo
“Te amo” eu diria em forma de canto
Com meu jeito demasiado romântico
Diria que você é meu mundo
A cada segundo me surgem idéias
A cada idéia me surgem mais motivos
Pra te dizer hoje que te amo
Saio de casa confiante, revigorado
Pela minha própria auto-estima elevada
Dizendo a mim mesmo “Hoje eu acerto”
Ando tranquilo pela calçada, pensando alto
Quando surge do outro lado da rua
Quem está nos meus pensamentos desde cedo
Ela me vê de longe, sorri pra mim
O suficiente pra me deixar sem ar
Iluminou a rua inteira, com um sorriso
Eu chego perto, esqueço do discurso
Te dou um beijo no rosto, um abraço
Você me diz: “Oi, tudo bem?”
Hipnotizado, digo apenas: “Tudo. ”
Fabricio Henrique - “Timidez”