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Sentado aqui em cima
Eu vejo tudo lá embaixo
Tudo muito pequeno
Eu, na beira do penhasco
A olhar o céu
De bermuda e chinelo
No belo cenário
Na grama deitado
Presentes somente:
O silêncio, a lua e eu
E hoje é noite daquelas
Que a lua está bem perto
Inspirando as mais belas idéias
De certo está me perguntando:
Qual o nome dela?
Quem está te tirando o sono?
As estrelas são lindas
Já sumiram faz tempo
Mas persistem em enfeitar o céu
Um belo exemplo
De poesia
O sorriso se converte
Em lágrimas de saudade
Enquanto o astro celeste
Invade com brilho a alma
Do que pede já cansado
Eu, deitado
Absorvendo essa paisagem
E à luz das estrelas que vorazes
Consumem o interior de mim
E o enche com levezas
Deixa-me leve
Levado pelo momento
Aqui deitado
Decobri mais o universo
Que atado pelos laços
Da minha sozinha tentativa
De eternizar o tempo
Fabrício Henrique - “Estrelas na janela”
“
Já acostumei às paisagens
Como pinturas em tela
Passando na janela
Aqui dentro, parado
Qual pintura tomando vida
Te vejo colorindo
O monocromático espaço
Em sua volta
Com tinta cor de sorriso
As rimas agora vivem
Saíram do papel
Feito música que alegra
Como as nuvens lá no céu
Como a brisa aqui na terra
Girassol que enfeita a vida
Rosa sem espinho
Que Põe o sol
E nasce a lua cheia
De inspiração e suspiros
Fabrício Henrique - “Poesia em tela”