July 11, 2012   11 notes

“ Minha memória não é curta para as coisas realmente importantes. Posso não lembrar alguma tabuada ou a conjugar algum verbo, mas lembro do dia em que mais me fez sorrir. Seu amor é bem-vindo e agradável, pois é amizade. Mas não posso omitir que minha capacidade de aguentar tácito minha vontade de cobrir-lhe de amor vai se acabando a cada vez que te encontro. E se desgasta. Amor é um lugar, não um objeto que se presenteia. E enquanto lhe espero em pé, suportando todo tipo de nevasca, chuva e sol forte aqui nesse amor que estou, te espero chegar pra me ajudar a atravessar esses tempos difíceis.
    Posso ter esquecido do que falamos ontem, mas ainda lembro da primeira conversa. Foi sobre coisa boba, sentados no pátio, faz um tempo já. E desde que você me mostrou que é como se fosse minha outra metade, que é capaz de me fazer gostar de uma música, nem meu estilo, só porque você a ouve, fui lá pro amor, que é um lugar deserto enquanto você não chega, pra te esperar.
    Mas ficar sozinho no amor é muito ruim. Por isso, aviso-lhe que este é uma espécie de ultimato. Passo dia após dia te vendo aí, no sol, feliz. Já foi até pra outro amor. Então, peço-lhe desculpas, mas minha força pra aguentar diversidades, como tinha animado no começo, já não existe mais. Sobrou apenas um resquício de esperança que guardo no coração. Coração é um recipiente, onde guardo minhas emoções. Ele já está cheio, não cabe mais nada e, sinceramente, já estou cheio também. Por meus pés estarem já cansados e calejados dessas longas caminhadas pelo amor, que é um lugar surpreendentemente grande, já vou indo embora. Só um aviso: Se você resolver aparecer, eu volto na hora. ”

Fabricio Henrique - “Enquanto isso, lá no amor…”