“
Me roubaram a alegria.
De novo.
Não que a vida
Seja chata assim sem ela,
Imagina.
Eu que tenho mania
De gostar dela
Pensando bem,
O ar é bem puro
Sem todo aquele barulho
Que ela faz
Que tal um dia a mais
De alegria tácita?
(A alegria é uma metáfora)
Ou um fim de semana, quem sabe?
Talvez nasça
Uma nova forma de se alegrar.
Fabricio Henrique - “Fiquei sem alegria hoje”
“
No início, não te amava
Mas o tempo passa
E o amor surge do nada
Dando à vida uma graça
Dando uma razão pra acordar
Um toque de “je ne sais quoi”
Que dá uma alegria na gente
Por ser um tanto rejeitado
E não gostar de ver os outros sofrerem
Compreendi você
E meu coração solidário
Resolveu te acolher
Veja bem, uma hora na vida
Você descobre que sua busca
Não é bem por ser feliz
Mas sim por fazer o outro feliz
Em um dá e recebe de felicidade
Pura reciprocidade amorosa
Não é só uma troca, uma negociação
Nem um amor inexplicável, pois tem razão
Mas certamente é verdadeiro
Existe uma razão pra eu te amar
Eu precisava encontrar
Alguém igual a mim
Te encontrei a final
E assim é o nosso amor
Tão mecânico quanto natural
Tão divertido quanto formal
Vai ver isso é amor racional.
”Fabricio Henrique - “Amor racional”
“
Sorrio
E vejo o rosto de outras pessoas
Não o meu
Sempre me imagino assim
No rosto de outro
Nunca sou eu
Vejo outros sorrindo
Quando sorrio
E o sorriso parece-me o meu
Sorrio-te sempre
Sorrio outros sorrisos
Geralmente, é o meu sorriso no seu
Fabricio Henrique - “Sorrio-te”
“
Hoje é dia de alegria
Tenho certeza disso
O sol no céu
A sombra do sol no chão
Por que não se alegrar com isso?
Adia a tristeza, vai
A preocupação tanto quanto
Que quanto mais se preocupa
Mais desgasta o sorriso
Não afaste a felicidade com música
Não feche o sorriso com poesia
O céu está limpo
Aproveita e limpa a alma dos vícios
Aproveita que amanhã
A felicidade e a alegria
Resolvem, de repente
Ir embora sem aviso
Mas Deus me livre disso!
”Fabricio Henrique - “Sol, só isso”
“ O tempo passa
E fica mais difícil
Dar bom dia com sorriso
Vai perdendo a graça ”
Fabricio Henrique - “Bom dia”
“
Eu lembro que era muito bom te amar
Não lembro de tristeza naquele tempo
Não recordo pranto, de chorar não lembro
Era muito bom te amar
Com o tempo ficou melhor
Tinha você perto de mim
Lembro de sorrir quando você sorria
E você sorria quando olhava pra mim
Mas depois ficou estranho te amar
Tinha você ao meu lado
Mas não podia te beijar
Era estranho te amar
Você não podia saber do meu amor
Então guardei até não aguentar
A dor de guardar aumentou
Resolvi te mostrar meu amor
O amor é a máxima demonstração
De afeto e carinho, devia te alegrar
Por isso não sei explicar
A razão de você ter entristecido
Queria trazer paz mas desenquietei
Queria trazer felicidade mas entristeci
Queria cuidar de você mas maltratei
Queria te curar mas te machuquei
Agora te amar era muito ruim
Te amar e não ter esse amor de volta
Gerava revolta dentro de mim
Eu queria te cuidar
Queria te dar meu amor
Queria, junto de ti, sonhar
Mas você, meu amor, não deixou
Fabricio Henrique - “O pensamento contraditório”
“
Tu és chuva
Que rega meu jardim
Me floresce
Tu és aplauso
Que alegra meu teatro
Me enobrece
Tu és benção
Na vida do perdido
Me enriquece
Teu sorriso
Avermelhado e tímido
Me amanhece
Se ficas triste
Fico triste também
Me entristece
Tu és flor-de-lis
Plantada no céu
Onde nasce e cresce
Dona do sorriso
Dos risos contidos
Sorrisos me esclarecem
No dia nublado
Na chuva mais forte
Há sorrisos que me alegrem
Fabrício Henrique - “Menina-sorriso”, dedicado à Mayara Silveira
“
Você me faz bem
Me acalma a alma
Me tira os traumas
Me traz perguntas
E me dá respostas
Você me cai bem
Você é daqueles momentos
Que a gente recorda
E guarda no porta-retrato
Do criado-mudo da sala
Você me distrai bem
Me arranca os versos
Me dispeço da tristeza
Agora que disperso me perco
No olhar da alegria
Você é diferente
No jardim da poesia
Você é lírio
Singela e simples
Mesmo assim complexa
Me estranharia
Você fora de minha vida
Tão boa a sensação
Da sua presença nela
Fabrício Henrique - “Versos pequenos” dedicado à Juliana Coelho
“ Quem dirá que um dia
Vai dar certo ser assim
Quem dirá que quem adia
O dia de sua alegria
Vai um dia ser feliz ”
Fabricio Henrique - “Quem dirá?”
“
Já acostumei às paisagens
Como pinturas em tela
Passando na janela
Aqui dentro, parado
Qual pintura tomando vida
Te vejo colorindo
O monocromático espaço
Em sua volta
Com tinta cor de sorriso
As rimas agora vivem
Saíram do papel
Feito música que alegra
Como as nuvens lá no céu
Como a brisa aqui na terra
Girassol que enfeita a vida
Rosa sem espinho
Que Põe o sol
E nasce a lua cheia
De inspiração e suspiros
Fabrício Henrique - “Poesia em tela”
“ Esse não era eu
Agora penso em paisagens
Com árvores
Folhagens cortadas por raios
De sol nascente
Penso em definições
Pra inexplicáveis razões
De se amar
De descarregar a saudade
Em parágrafos de poemas
Penso em dançar
Ao som da poesia
No acorde mais ressonante
Te girar
Feito bailarina
Penso em fotografias
Em tirá-las
Em lembrar ao olhar
Uma foto preto e branca
Daquele dia
Reconstituir a alegria
Esse não era eu
Mudei da noite pro dia
Passei a ver o sol
De noite e de dia
Passei a combinar
Vida e poesia
Se é que rima ”
Fabrício Henrique - “Vida e poesia”