“
“Olha, você é perfeito pra mim
Me ama como ninguém
Não acharei, certamente
Alguém igual a ti
Essa tristeza constante
Que carrego no brilho controverso
Dos meus olhos
Você me promete que vai tirar
Até acredito em sua promessa.
Eu preciso de um pouco de amor
E você acabou de me oferecer
Por que não aceitar?
Parece mesmo que tudo vai
Dar certo.
Mas…”, disse a menina ao menino.
Depois do “mas”,
O mundo do menino
Começou a desabar.
Fabricio Henrique - “Até o momento do mas…”
“ Já ficou com o coração partido, não por amor, mas por amizade? É. Amizade, como se sabe, é o amor que nunca morre. Mas tá parecendo mentira isso, por causa de você. Na minha opinião, de que o amor é uma chama (aliás, duas chamas), a amizade é chama muito difícil de se apagar, mas você parou de abaná-la. Vai saber porque.
Fato é que agora eu danço, mesmo sem música. É um mecanismo de auto-defesa da alma quando vê tristeza se aproximar. E tem aquela música que me lembra você, sempre. Sou poeta não na forma de escrever, mas na de viver, pois há imagens que meus olhos veem e não conseguem descrever. Por exemplo, seus olhos. Minha poeticidade me deu faculdade pra perceber que você não é só alguém que eu vejo toda semana e talvez (quem sabe) ame, mas sim, é outra pessoa como eu que teve uma vida de acontecimentos até agora e, por acaso planejado da vida, me encontrou a essa altura da existência. E por isso tenho essa inquieta necessidade de saber de você. Inteire-me em seus segredos, em suas verdades escancaradas. Quer dizer, se puder o fazer agora, que se foi. Não só fisicamente, foram-se também os laços emocionais.
Lembre-se amor: Distância é só um motivo pra se aproximar mais. ”
Fabricio Henrique - “Distância”
“
Hoje é dia de alegria
Tenho certeza disso
O sol no céu
A sombra do sol no chão
Por que não se alegrar com isso?
Adia a tristeza, vai
A preocupação tanto quanto
Que quanto mais se preocupa
Mais desgasta o sorriso
Não afaste a felicidade com música
Não feche o sorriso com poesia
O céu está limpo
Aproveita e limpa a alma dos vícios
Aproveita que amanhã
A felicidade e a alegria
Resolvem, de repente
Ir embora sem aviso
Mas Deus me livre disso!
”Fabricio Henrique - “Sol, só isso”
“ O tempo passa
E fica mais difícil
Dar bom dia com sorriso
Vai perdendo a graça ”
Fabricio Henrique - “Bom dia”
“
Eu lembro que era muito bom te amar
Não lembro de tristeza naquele tempo
Não recordo pranto, de chorar não lembro
Era muito bom te amar
Com o tempo ficou melhor
Tinha você perto de mim
Lembro de sorrir quando você sorria
E você sorria quando olhava pra mim
Mas depois ficou estranho te amar
Tinha você ao meu lado
Mas não podia te beijar
Era estranho te amar
Você não podia saber do meu amor
Então guardei até não aguentar
A dor de guardar aumentou
Resolvi te mostrar meu amor
O amor é a máxima demonstração
De afeto e carinho, devia te alegrar
Por isso não sei explicar
A razão de você ter entristecido
Queria trazer paz mas desenquietei
Queria trazer felicidade mas entristeci
Queria cuidar de você mas maltratei
Queria te curar mas te machuquei
Agora te amar era muito ruim
Te amar e não ter esse amor de volta
Gerava revolta dentro de mim
Eu queria te cuidar
Queria te dar meu amor
Queria, junto de ti, sonhar
Mas você, meu amor, não deixou
Fabricio Henrique - “O pensamento contraditório”
“
Alí ó
O menino do meio
Sou eu
Ali, sentado com frio
Ou só tremendo mesmo
De medo
Ali, escrevendo no caderno
Relatando o dia
Errando toda hora o texto
O garoto cheio
De estar cheio
De estar cheio
Aquele meio feliz
Só meio
Ali, bem no meio
Não comemora o dia
Mesmo com amor no ar
Destoaria seu tom costumeiro
Aquele ali
O garoto no meio
Sou eu
Fabricio Henrique - “O menino no meio”
“
Você me faz bem
Me acalma a alma
Me tira os traumas
Me traz perguntas
E me dá respostas
Você me cai bem
Você é daqueles momentos
Que a gente recorda
E guarda no porta-retrato
Do criado-mudo da sala
Você me distrai bem
Me arranca os versos
Me dispeço da tristeza
Agora que disperso me perco
No olhar da alegria
Você é diferente
No jardim da poesia
Você é lírio
Singela e simples
Mesmo assim complexa
Me estranharia
Você fora de minha vida
Tão boa a sensação
Da sua presença nela
Fabrício Henrique - “Versos pequenos” dedicado à Juliana Coelho
“
Eu tenho um armário
No canto mais escuro
Do meu quarto
Seu vestido florado
O pedido frustrado
A rosa que não dei
A música que escutei
Estão todos guardados
A altura que não alcancei
A carta que não mandei
A poesia que escrevi
Tudo que vi e ouvi
Está guardado no armário
Guardo o que vivi
O que não vivi
Não esqueci
Pois tudo eu guardo
Às vezes dá vontade
De esvaziar as gavetas
Desse armário de memórias
Tá caindo aos pedaços
Quase não suporta
Guardar mais algo
Mas não o esvazio
O que guardo no armário
É necessário pra me lembrar
De momentos felizes
O preço a pagar
É lembrar dos tristes também
Fabricio Henrique - “Armário de lembranças”
“ Agora que você foi embora
Te vejo mais frequentemente
Basta olhar pro céu, fechar os olhos
E encho minha mente com pensamentos de você
Sinceramente, não acho que exista
Algo que separe duas almas tão próximas
Como as nossas almas-gêmeas
Só resta saber se você também acha
Quem sabe um dia, quem sabe esse dia
Está perto de chegar, mas vou levar
Você comigo até o dia de reencontrar
Você no caminho de novo
Mas promete que aí não vai mais embora. ”
Fabricio Henrique - “Posso ir junto?”
“ Pra mim é difícil desistir de qualquer pessoa
Exatamente porque elas desistem fácil de mim
Eu cuido demais de alguém que não merece
Você me esquece, e eu aqui
Lutando por você
Tentando te convencer, de algum jeito
Você ainda vai voltar pro meu peito
Não te rejeito
Como fez comigo
Pois ainda encontro abrigo
Nesse teu rosto lindo
Nesse teu jeito impulsivo
E em cada detalhe exclusivo seu ”
Fabricio Henrique - “Não desisto”
“ Eu gostava mais de mim quando eu tinha emoção. É estranho, sei lá, parece que eu quero chorar mas não tem mais lágrimas. Se eu canto, sai lamento. Se eu finalmente consigo chorar, só saem lágrimas secas, de poesia. Eu devia parar de tentar desmistificar a vida, pois ninguém a entende, quanto menos eu. Minha mente se enche de pensamentos que eu nem queria. Parece que de tanto doar amor, agora acabou o estoque. Claro, eu doava mas não recebia. ”
Fabricio Henrique - “Acabou o amor”
(Source: p-hilosophies)