June 7, 2013

“ Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira. ”

Quase sem querer, música repetida, mas diz exatamente como me sinto.

June 7, 2013   2 notes

A vida de tantos
foi feita de flashes.

Daqueles que mostram
quão fácil a vida seria
depois retornam a visão à vida real

A vida de tantos foram segundos lugares
Foram pódios pela metade
Tocaram tantas trilhas sonoras
na imaginação das pessoas
E ninguém seguiu o script

Houveram tantos cenas
tantas mudanças de ato
Mas de fato ninguém mudou
ou consiguiu consciência

A felicidade de alguns
ficou numa foto numa caixa de leite
nos Estados Unidos:
“Procura-se”

A de outros ficou perdida
em alguma parte
de uma comédia romântica

Na hora em que a vitória chegou
e aplaudiram de pé quem passou
quando atravessaram a linha de chegada

Ouviu-se uma claquete.
Corta.

 Fabricio Henrique, “Corta”

April 20, 2013

Rain of Poems over London

(Source: vimeo.com)

April 20, 2013   48 notes

(via the-thousand-synonyms-of-love)

April 17, 2013   16 notes

(Source: days-of-fightingg)

March 20, 2013   1,485 notes

“ Que me julga um ser
sem alma
Nem imagina o que carrego
dentro dela. ”

Maretiza (via maretiza)

March 20, 2013   4 notes
March 19, 2013   213 notes

Então o Livro me respondeu perante os questionamentos:

- Por acaso não sabes tu, menina, que meu nome bem vem do verbo? Livro-te quando me tornas tua realidade. Então de repente tudo fez sentido.

A Iliterata

(Source: iliterata)

March 19, 2013   4 notes

Amizades encontradas
Destinos separados
Trens não tomados

Tardes laranja-claro
Manhãs tranquilas
Céus limpos de dança

Árvores-verde-esperança

Planos não realizados
Lembrança distante lembrada

Ave na janela pousada
Sol que diz bom dia
Natureza em abundância:
tudo imaginação.

A criação
acalenta o poeta.

E uma carta no chão.
Uma carta em vão enviada
Uma amizade em vão cultivada
Uma lembrança vão lembrada

Uma carta
de um remetente que data
de passados distante-recentes

Uma casa abandonada
Uma estrada interminada
ensolarada
Uma nuvem deitada
descansando na montanha

Uma tarde depois da noite
de dança dançada

Um monte de cartas
esquecidas-nostálgicas-laranjadas
jogadas no chão espalhadas

Fabricio Henrique - Cartas Perdidas

March 19, 2013   6 notes

Águas de Março

March 18, 2013   10 notes

De mãos dadas cortamos o vento
As nuvens como rajadas
O horizonte desaparece
A grama sob os pés

Tudo de bom pra nós
Tudo de bom pra nós

Não haverá dia como este
Não haverá tempo tão longe
Mas com este poema agora
quero passar boas vibrações

Tudo que há de amor
Tudo em que houver paixões

A certeza do nosso amor,
não recebido, mas sim entregue
nos dá a paz como estado

E o que irá nos amar
também será amado

O mundo ideal não existe
mas aqui, de mãos dadas
cortando o vento
somos crianças sozinhas

Fabricio Henrique - Inocência

March 18, 2013   117 notes

(Source: thenotebookdoodles)

February 6, 2013   972 notes

saudade só existe em português

saudade é palavra
que só existe no português
e tem tudo a ver
com distância
podem acreditar vocês
algo com os portugueses
e suas manias de navegações
sem destino

saudade é coisa
de português maluco
que vive sem destino

mais ou menos
como ser poeta

Vaner Micalopulos

(Source: blues-dapiedade, via blues-dapiedade)

February 4, 2013   15 notes

“ Estrutura grotesca. Teto rente a uma coluna de madeira de menos dois metros ao chão. Cinco outras colunas de concreto erguem a casa ao fim da estrada de barro. Envolvida por um rio de águas barrentas e de pouca utilidade. Admira-se apenas por assim ser. No interior da propriedade que tomou posse o pescador, gotículas de água esparramadas pelas paredes exibem a infiltração. Localização pacata de escassa beleza.
O homem que lhe habitava era de aparência brutal. Pouco diziam seus olhos, e em sua expressão estavam expostas as marcas do tempo. O jeito caipira, estava mais pra sem jeito. Os pés enfiados em botas gastas e corpo irregular.
O vento sopra forte. As vigas rangem. Forma-se uma tempestade de poeira lá fora. O pescador está às margens do rio, mantém a visão num ponto fixo onde a correnteza passa depressa. O chão sopra, a poeira sobre, o ar gesticula. O pescador mantém-se firme numa espécie de pier improvisado. A construção desajeitada volta a rangir num tom preocupante. Ele insiste na pescaria, relança diversas vezes a vara, e estende a tarde em tentativas frustradas.
-
A tempestade havia cessado. O homem estava á mesa, garfo, faca, um peixe. Mastigava de forma agressiva, cravava os talheres no peixe. O pescador de mãos grossas e gestos primatas que o parecia natural.
O bicho em questão era exagerado, ia de um canto a outro do prato e parecia não satisfaze-lo. Ao fim da noite a chuva veio violenta. Tempestade de raios e tudo mais. O homem dirigi-se ao quarto. Com admirável tranquilidade.
-
Amanhece. Goteiras estão espalharas por todo o teto. Baldes, e ao redor dos baldes, panos, para que contenham os respingos. Pescas, peixes, refeições, tempestades… e goteiras.
Elas sempre estavam lá. Goteiras vinham pela manhã após uma chuva.
A que da-se um cidadão que desintegra a normalidade vida afim dum ar único? Entre a água e um lar, sem precauções, sem distrações. Pouco preocupava-se o homem.
Um pescador de pouco reconhecimento entrega-se a um rio. E lá põe sua sobrevivência. Sonho parcialmente realizado. Um passatempo.
Anoitecer na tempestade, amanhecer no ensolarado. Mantém as goteiras cuida-as, ajusta os baldes, observa. O menino que sonhou em contar os pingos da chuva, o realiza em fascínio contado as gotas que jorram da infiltração. ”

Kamila Gonçalves - Goteiras  (inventoradepoemas)

(via inventoradepoemas)

December 10, 2012   17 notes

“ A poesia é como uma criança. Ela é pequenina, bonita e perfeita, mas é preciso segurar sua mão o tempo todo para não perder-se dela. E aí, quando começo a escrever outras coisas além de poesia, é como se eu largasse sua mão. E, assim como se perder de um filho no mercado, pode ser um pouco desesperador perder a poesia de vista. ”

Fabricio Henrique